7.9.07

Sessão de encerramento - fotos


Sessão plenária 3 - fotos


Sessão Direito e Ética da Comunicação

"A linha separadora entre as direcções comercial e editorial [das empresas jornalísticas] é cada vez mais ténue". Foi com esta afirmação que o professor de Jornalismo da Universidade do Minho Joaquim Fidalgo introduziu a comunicação "Realidade e aparências no jornalismo actual - Um estudo de caso", integrada na sessão temática Direito e Ética da Comunicação. Em seguida, o docente apresentou um caso concreto de alegada intromissão de critérios publicitários sobre os jornalísticos, verificado no jornal Público.

Ex-Provedor do Leitor do Público, Fidalgo indicou aos assistentes a publicação de uma coluna informativa da jornalista Margarida Pinto Correia ao longo da edição de 2006 do rali Lisboa-Dakar. Coluna essa encomendada e paga por uma empresa, como garante de publicidade.
"Criou-se um debate no Correio do Leitor entre o público do jornal, o Provedor e o director da empresa", informou Fidalgo, que referiu que "os leitores disseram que era difícil entender se a secção era ou não da responsabilidade do jornal", ao passo que o dirigente da empresa garantiu que caso a palavra 'publicidade' tivesse de figurar no topo da coluna "não haveria contrato" firmado com o Público.

Rui Rocha

Sessão de Multimédia e Videojogos

A sessão de Multimédia e Videojogos da manhã desta sexta-feira teve como linha de união entre as várias comunicações, a “filtragem e o controlo” da informação e da utilização. Com as crescentes possibilidades dos novos media e a cada vez maior participação de indivíduos nestas novidades, colocam-se novos desafios aos pais e educadores, principalmente. As quatro comunicações presentes foram apresentadas por professores e investigadores de universidades portuguesas, espanholas e brasileiras.

O Prof. Eduardo Campos Pellanda, da PUC-RS, apresentou uma comunicação sobre a tendência de personalização dos conteúdos Web e, consequentemente, dos canais de informação. O título era “Mobilidade e personalização como agentes centrais no acesso individual nas mídias digitais”.

Seguiu-se Fernanda Pinto e Paula Oliveira, da Universidade do Porto, com a comunicação “ Avaliação de Interfaces Web de sítios noticiosos". As investigadoras mostraram um estudo de análise e comparação entre sites informativos, nacionais e internacionais, de acordo com as preferências dos utilizadores.

Marta de Castro Nery, da Universidade de Aveiro, apresentou uma comunicação sobre a evolução da narrativa digital e como ela se articula com a narrativa clássica. O estudo, chamado: “O papel do leitor nas configurações das narrativas digitais”, mostrou que a nova forma de contar histórias, permite a participação directa do leitor.

A comunicação final, intitulada “Pantallas y Adicción", coube às professoras Victoria Viñes e Carmen López-Sanchez, da Universidade de Alicante, que discursaram sobre a potencialidade aditiva dos ecrãs presentes no nosso dia-a-dia, apresentando soluções para um melhor acompanhamento das crianças na era multimédia.

Carolina Carvalho

Bastidores: equipa do audiovisual

Fotos de Victor Ferreira

Sessão Plenária 2:
Identidade, diversidade e cidadania

As questões de articulação entre a identidade cultural e a cidadania foram desenvolvidas por Joseph Straubhaar na segunda Sessão Plenária do Congresso. O investigador passou em revista os diferentes níveis que concorrem para as nossas identidades na sociedade contemporânea (global, multinacional, nacional, regional, local), sublinhando que nem sempre as identidades culturais coincidem com o plano formal da cidadania – por exemplo, um emigrante turco que se tornou cidadão alemão, ou “um chinês de Hong-Kong que, de facto, é cidadão canadiano, com passaporte pronto para se mudar caso as coisas corram mal”, como ironizou.

O próprio investigador disse que tem dificuldade em responder quando lhe perguntam de onde é: cidadão americano, vivendo numa zona muito próxima da fronteira com o México (com forte presença de latinos), passou muitos anos também no Brasil, país com o qual em alguma parte se identifica igualmente. “Há tempos perguntaram-me de onde era, e eu respondi que era… enfim… que era cidadão do Hemisfério Ocidental…”, comentou com uma gargalhada.

Divina Frau-Meigs, pelo seu lado, desenvolveu os temas da diversidade cultural e da “governance” nas sociedades actuais, entendida esta como a capacidade de os cidadãos participarem activamente nos processos de deliberação pública, para além ou independentemente das estruturas formais de poder (legislativo e executivo).

Neste contexto – em que integrou o funcionamento dos “media” – salientou a sua preferência pela co-regulação em vez da auto-regulação, por entender que esta última pode levantar o problema de os seus autores serem “ao mesmo tempo juiz e parte” dos processos que regulam. A co-regulação, em contrapartida, abre a possibilidade de participação dos diferentes actores envolvidos nos processos de comunicação pública.

A investigadora francesa (mas de origem catalã) enfatizou, por outro lado, o carácter imprescindível de uma educação para os “media” como condição prévia para qualquer exercício de cidadania efectiva e responsável nos dias de hoje.

Fazendo um paralelo com a “Primeira Emenda” americana (que estabelece a liberdade de expressão como uma liberdade prévia a todas as outras, e a sua garantia como caminho para a garantia de todas as outras), afirmou que a educação para os “media” deve também ser encarada como uma educação “prévia a todas as demais educações”, sob pena de estas ficarem incompletas. O exercício da cidadania num mundo tão mediatizado como o que hoje temos, não é possível sem este tipo de educação – afinal, uma nova literacia.

Joaquim Fidalgo

Sessão de Estudos Fílmicos

Na sessão de Estudos Filmicos, foram discutidos temas como a literacia inerente ao cinema, ou o factor educativo nesta área, mas a questão das vanguardas acabou por gerar um debate aceso. Os convidados, Vítor Reia-Baptista, Mirian Tavares e Cesar Baio perguntavam-se se, hoje em dia e no futuro, ainda haveria espaço para a vanguarda.

Para Mirian Tavares, o uso das tecnologias criou uma nova relação entre as câmaras e os utilizadores. A noção de temporalidade mudou, mas no fundo isso não muda muito o que se faz, e os conteúdos que se filmam. “Já não há propriamente vanguarda, há uma reciclagem de sentidos. A vanguarda é já uma palavra esvaziada de sentido”, argumentava Mirian.

Para Vítor Reia-Baptista, os videoclipes, que se podem inserir na videoarte, poderiam ser considerados vanguarda. No entanto, os respectivos conteúdos são redundantes, o que arruína essa possibilidade.

Apesar de cépticos em relação às futuras vanguardas, “contar uma boa história” ou “estar atento” hão-de ser motivo para criar bom cinema, segundo os convidados.

Cláudia Lomba

Sessão de Jornalismo

“A presença de crianças e jovens em prime-time noticioso. Um estudo de caso de 72 noticiários emitidos em 2005”. Este foi o tema da comunicação apresentada pela investigadora Cristina Ponte, da Universidade de Lisboa, que realizou o estudo juntamente com as investigadoras Bruna Afonso e Raquel Pacheco, da mesma Universidade. A investigação concluiu que as notícias referentes a maus tratos, saúde e educação são as mais divulgadas e têm maior destaque nos canais privados (SIC e TVI) do que no canal público (RTP).

Ana Isabel Martins, da Universidade de Coimbra, discorreu sobre o tema “ Ser ou não ser… Europa”, tendo afirmado que, com base na sua investigação, as pessoas se identificam cada vez mais com a Europa enquanto espaço de pertença comum. Por outro lado, os jornais de diversos países europeus abordam cada vez mais temáticas com um enfoque também europeu, e não apenas nacional.

Cidália Barros

Sessão de Estudos Televisivos

Eduardo Cintra Torres, da Universidade Católica Portuguesa, apresentou a comunicação "A mala-posta inglesa e o autocarro da selecção", onde comparou dois textos separados entre si 155 anos. O primeiro é um ensaio literário de 1849, a respeito da difusão, por meio de diligências do correio inglês, sobre as vitórias militares contra a França na Guerra Peninsular. O segundo é a transmissão televisiva em directo da viagem da Selecção Nacional de Futebol, em 2004, a bordo de um autocarro entre Alcochete e o Estádio da Luz, em Lisboa. Cintra Torres concluiu que “o que liga mais as pessoas são as emoções”. Segundo o investigador "Ambos os textos servem de um símbolo individualizado (a mala-posta/o autocarro) e de um símbolo colectivo (a multidão) para representar a fusão ao mesmo tempo temporal e atemporal entre o colectivo e uma idéia de pátria".

Nuno Goulart Brandão, do Instituto Superior de Novas Profissões, falou sobre “Responsabilidade social da Televisão, novos mercados e incertezas”. Defendeu que o o serviço público é importante, pois "existem conteúdos que só surgem porque há um suporte publicitário por trás, para obter audiências". Concluiu que "a televisão é uma representação do quotidiano e dificilmente podemos passar sem ela. Tem um importante papel na vida quotidiana, como um verdadeiro exercício de cidadania, o que faz aumentar o seu peso de responsabilidade social na sociedade".

Felisbela Lopes, da Universidade do Minho, apresentou o estudo "SIC e TVI longe das recomendações da ERC (Entidade Reguladora de Comunicação)". Para a investigadora, apesar da deliberação desta entidade, estes canais não cumprem o que lhes foi imposto, como a diversificação de géneros de informação. Segundo Felisbela Lopes, "somos bombardeados todos os dias por ficção, onde as personagens passam de enredo para enredo" e a situação tente a permanecer como está "porque há muito silêncio".

Vânia Castro.

Sessão plenária 2 - fotos












Lula adopta uma "postura messiânica"

A segunda comunicação da sessão Jornalismo e Política também teve como tema o governo brasileiro, mais especificamente a figura do Presidente da República Lula da Silva. Após a apresentação de vários dados sobre o percurso político do ex-sindicalista, a investigadora da Universidade do Paraná, Luciana Panke, ligou o sucesso de Lula à "postura messiânica" que adopta.

São "um carisma e uma aura especiais" que estão, no entender da investigadora brasileira, na base da recente reeleição do 'Presidente do povo'. Mas a sua imagem pública é sujeita a sucessivas e propositadas operações de marketing: "O dia do aniversário de Lula aconteceu durante a última campanha. Pessoas de mãos dadas foram filmadas num jardim, com o céu azul e o Sol brilhante a 'pintar' a bandeira do Brasil. Em seguida surgiu um Lula sorridente e foi cantado 'parabéns Brasil' em vez de 'parabéns Lula', revelou Panke.

Para a personificação do herói mítico em Lula contribuem declarações suas como "os brasileiros viviam na escuridão e agora têm luz" e "existe alguém que não só olha para eles, mas está ao lado deles", garantiu a investigadora.

Rui Rocha

"Ciberdemocracia
é inconciliável com analfabetismo"

A primeira oradora da sessão temática Jornalismo e Política, Tânia Covas Pereira, criticou o "forte uso das tecnologias na comunicação política brasileira, criando uma elite de conhecimento, formada por aqueles que têm acesso à Internet".
Em apresentação da sua tese de mestrado, Tânia Pereira indicou que a "ciberdemocracia é inconciliável com o analfabetismo" que continua a assolar o Brasil.
"Há pessoas que não sabem sequer assinar o nome, quanto mais ajudar a concretizar o ideal da ciberdemocracia", enfatizou, acrescentando que é necessário "fazer com que a escrita deixe de ser um obstáculo no Brasil, para só depois avançar para o uso das tecnologias da comunicação".
A oradora mostrou-se também cáustica relativamente ao Presidente da República do Brasil, Lula da Silva. Lembrando o 'caso mensalão' e vários outros acontecimentos polémicos que têm sido protagonizados pelo Partido dos Trabalhadores, actualmente no poder, Covas Pereira assegurou que "no Brasil quando algo corre mal não é o candidato que é acusado, mas o seu tesoureiro" e afirmou que "as políticas sociais do governo não chegam a todos, tendo somente um efeito romântico" sobre o povo.

Rui Rocha

Web 2.0 em destaque na sessão da manhã

A sessão temática subordinada ao tema “Tecnologia, Linguagem e Cidadania” debruçou-se, em duas das comunicações apresentadas, sobre o uso da Web 2.0.
A primeira, intitulada “Comunidade cientifica reloaded: o acesso a recursos científicos online na ‘Web social’”, da autoria de Jorge Martins Rosa, apresenta a Web 2.0 como portadora de um “carácter colectivizante” evidenciando o “lado social das suas aplicações”.
Na mesma linha, Alberto Sá destaca a influência que a Web 2.0 exerce na representação que cada indivíduo tem de si, ou seja, na meta-memória. Segundo este estudo, denominado “A Web 2.0 e a meta-memória”, a Internet “promove o relacionamento entre as pessoas e o encontro de uma mentalidade com a partilha de ideias, opiniões ou conteúdos”. Esta partilha é facilitada pela criação de páginas como o Myspace, o Hi5, o You Tube, entre outros. Tendo em consideração que “uma parte da consciência de si é moldada pelo que se manifesta na Web”, esta poderá ser considerada, segundo o investigador, “uma gigantesca memória”.

Acesso aos jornais online está a aumentar entre os docentes

Num inquérito feito aos docentes dos departamentos de Ciências Sociais e de Artes e Humanidades da Universidade Nova de Lisboa, Jorge Martins Rosa conclui que 42% dos inquiridos consulta com alguma frequência jornais online. Estes resultados revelam, segundo o investigador, que o recurso a este meio está a aumentar, assim como a frequência com que os docentes se servem dele.

O inquérito revela ainda que, dentro do corpo de docentes daquela instituição, os assistentes são o grupo que apresenta um grau de utilização da Web mais elevado. Este resultado poderá dever-se ao facto de se situarem numa faixa etária mais jovem, adianta Jorge Rosas.

SEssão plenária 2 - em directo

A sessão plenária 2 do 5º SOPCOM está neste momento a ser transmitida via Internet, em directo.
Ligação aqui (quem preferir assistir directamente no Windows Media Player deve clicar aqui).

Manhã Dois - bastidores








Convidados em discurso directo

Divina Frau-Meigs

“Eu creio que há um cidadão real que está muito cansado, que passa o tempo a trabalhar, a consumir, e que dá muita atenção às coisas da cidadania. Creio que, aqui, a mediação dos profissionais dos media é uma exigência para se poder solucionar esta distância entre o espectador real e o cidadão ideal. Há que trabalhar o aspecto social, cívico, para não se deitar tudo para o público. É tudo um problema ético, este de falar da cidadania como responsabilidade e autonomização do indivíduo. Cidadania é uma palavra muito fácil de dizer, quando na realidade o indivíduo tem muito pouco poder sobre as estruturas e as instituições.”

Rosental Calmon Alves

“O tema da SOPCOM não podia ser mais apropriado porque uma das coisas mais importantes que estão a acontecer com a revolução do digital é uma nova relação entre a cidadania e os meios de comunicação. As audiências dos meios de comunicação, que eram tradicionalmente muito passivas, estão a tornar-se muito activas. O mundo está a mudar completamente. Estamos numa época de emergência de novos paradigmas da comunicação e entre os mais importantes está a possibilidade de diálogo. A comunicação deixa de ser um monólogo ou um sermão e passa a ser mais uma conversa.”

Victoria Camps

“A liberdade de expressão é um direito fundamental que hoje se deteriora porque o que se chamou, outrora, um debate livre de opiniões, hoje converteu-se no mercado das ideias. O que eu vou fazer neste Congresso é colocar em questão uma ideia muito clássica dentro da filosofia: a de que o livre debate de opiniões gera a verdade. Quando o livre debate de opiniões se converte no mercado das ideias, não gera a verdade, pois vale tudo, incluindo a ideia menos interessante e a menos inteligente.”

Joseph Straubhaar

“ ‘Comunicação e Cidadania’ é um tema bem interessante, especialmente nos nossos dias em que temos possibilidades tecnológicas de interagir e de participar como cidadãos, e em que também há muitos novos níveis de identidade e de interacção cultural. Não é só ser cidadão de uma nação, de uma cidade ou região; é também ser cidadão com várias possibilidades mundiais de interagir com vários grupos de interesse e actividades. Tecnológica e culturalmente, temos mais possibilidades de sermos cidadãos.”
Margarita Ledo

“Neste momento, enquanto presidente da LUSOCOM, que agrupa as associações de investigadores de pesquisa e comunicação dos países lusófonos, entendo que há que repensar a relação entre cidadania e comunicação. Esta é uma questão constitutiva da sociedade do conhecimento. A cidadania é entendida como igualdade, isto é, como o acesso à comunicação de todos os cidadãos, o que implica terminologias, o uso de determinados códigos e alfabetização mediática.”

Mário Mesquita

“Foco a questão da cidadania, no sentido de perguntar por que motivo existe a ideia de que houve, no passado, uma idade do ouro da cidadania e, por isso, a minha comunicação se intitula “ À procura da cidadania perdida”. Foram várias as épocas intermédias, ao longo dos séculos XIX e XX, em que o conceito de cidadania coexistia com a escravatura. Há nostalgia, não da cidadania, mas de um elemento que está, por vezes, associado, que é essa ideia de cidadão, que se chama militância, num período de mudança social e política.”

Francisco Sierra Caballero

“Eu acho que as políticas públicas são a questão primária para discutir a cidadania, porque, na era da sociedade da informação, o verdadeiro problema não é o acesso à brecha digital. O problema é como a cidadania participa no exercício do espaço público, na constituição da política e nas relações entre os cidadãos. Na UE, apesar dos discursos de acesso e de igualdade no campo da cultura e da comunicação, não há políticas públicas e a determinação dessas políticas vai fazer possível uma nova cidadania mais ‘dialógica’, mais plural e mais heterogénea, na qual o cidadão não é só consumidor mas também, de algum modo, criador.”

Sónia Virgínia Moreira

“Mais do que nunca, “Comunicação e Cidadania” é um tema apropriado, porque o cidadão é cada vez mais um cidadão de vários lugares do mundo. Na maior parte do mundo, os cidadãos estão a tornar-se parte da comunicação. São eles que estão a fazer a comunicação. As novas tecnologias ajudam a fazer com que o cidadão participe cada vez mais nesse processo de colecta e distribuição de informação.”

Paquete de Oliveira

“Há uma relação difícil entre estes dois pólos: comunicação e cidadania. Eu acredito que a cidadania é a instituição que pode rentabilizar ao máximo todos os mecanismos para podermos ter uma informação e uma programação televisivas mais consentâneas com os interesses da sociedade portuguesa. Na sociedade democrática de hoje, fala-se muito dos direitos e deveres do cidadão. O Provedor do Espectador é uma entidade promotora de auto-regulação, ou seja, escuta a opinião dos telespectadores e avalia quais são os seus interesses, para que essa televisão possa ter cada vez mais qualidade.”

6.9.07

Cobertura das sessões temáticas

Nesta sexta-feira serão publicados posts com a cobertura das sessões temáticas.

Lançamento de livros no SOPCOM

Nesta quinta-feira foram lançados seis livros. São publicações da responsabilidade do Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade (CECS – ICS – Universidade do Minho), em parceria com a editora Campo das Letras e também da Colecção Comunicação, da Porto Editora.

“A TV das Elites”, de Felisbela Lopes

“A minha TV é um mundo”, de Sara Pereira

“Jornalismo e Internet” – Revista Comunicação e Sociedade, nº 9.

“A regulação dos media em Portugal”, Revista Comunicação e Sociedade, nº 11.

“O apelo do objecto técnico”, de José Pinheiro Neves.

"Educação para os Media", de Jacques Gonnet.

Fotos do primeiro dia do Congresso

Fotos de Victor Ferreira







SOPCOM é destaque no JN

"Media e cidadania em análise na Universidade do Minho" é o título da reportagem que o Jornal de Notícias publicou hoje sobre o 5ª SOPCOM. Leia aqui.



Homenagem a Eduardo Prado Coelho


Na alocução inaugural, proferida durante a sessão de abertura do 5SOPCOM, o Prof. Moisés Martins evocou, com emoção, o recente desaparecimento de Eduardo Prado Coelho -- uma presença habitual nos Congressos da Sopcom e nome maior da cultura em Portugal. Também o nome do Prof. Lopes da Silva, falecido há meses (quando já estava inscrito para participar neste Congresso), foi recordado por Moisés Martins.

Transmissão em directo

As sessões plenárias do 5º SOPCOM estão a ser transmitidas via Internet, em directo. Portanto, quem não pôde comparecer, pode acompanhar o Congresso aqui. Quem preferir assistir directamente no Windows Media Player deve clicar aqui.

Caderno especial no Correio do Minho



O jornal Correio do Minho traz hoje um caderno especial sobre o 5º SOPCOM. As reportagens são resultado do trabalho de estudantes de jornalismo da Universidade do Minho, que foram orientados pelo Prof. Joaquim Fidalgo.

Nos posts abaixo republicamos algumas das peças que estão no Correio do Minho.

Os alunos que participaram da cobertura foram:

Carolina Carvalho (coordenação), Victor Ferreira (fotografia), Alexandra Ribeiro, Anabela Peixoto, Antónia Rocha Peixoto, Carla Gonçalves, Cidália Barros, Cláudia Lomba, Nídia Ferreira, Rui Rocha, Susana Nogueira e Vânia Castro (textos).

Muitas sessões em simultâneo

A SOPCOM tem, nas palavras de Moisés Martins, seu presidente, condições para se impor na comunidade científica nacional como “uma das mais sólidas associações na área das ciências sociais e humanas”.

Constituída há cerca de dez anos, a associação organiza-se em torno de uma Direcção, uma Assembleia-Geral e um Conselho Fiscal, tendo contado já com a realização de quatro congressos nacionais.

O 5.º Congresso, que a partir de hoje se reúne em Braga, está estruturado em 21 sessões temáticas (que decorrerão em simultâneo), três sessões plenárias – que incluem 12 participações de convidados – e ainda cinco simpósios específicos.

No total, as comunicações a apresentar aproximam-se das três centenas. A sessão de encerramento, na tarde de sexta-feira, contará com a presença do ministro dos Assuntos Parlamentares, Augusto Santos Silva, bem como do Reitor da Universidade do Minho, António Guimarães Rodrigues.

Entrevista a Manuel Pinto, presidente da Comissão Organizadora do 5º Congresso da SOPCOM

O tema escolhido para o 5º Congresso da SOPCOM é “Comunicação e cidadania”e, segundo o Presidente da ~Comissão Organizadora, Prof. Manuel Pinto (foto), o assunto está marcado pela sua “transversalidade e capacidade de interessar a um grande leque de investigadores em Portugal.”

A SOPCOM tem, tradicionalmente, campos temáticos em torno dos quais se estrutura, especialmente nos congressos. “Há algumas variações, porque há o próprio processo social e cultural, que muitas vezes aconselha a introduzir algumas áreas novas, ou até então a especificidade da instituição que o promove pode levar a dar particular ênfase a esta ou àquela área”, esclarece o presidente.

Numa análise ainda preliminar ao conteúdo das centenas de comunicações que vão ser apresentadas, Manuel Pinto afirma que as preocupações de muitos dos participantes se direccionam para o cruzamento entre tecnologia e cidadania, ou seja, para “o papel dos cidadãos e das audiências, para a iniciativa dos tradicionais receptores e as novas ferramentas na Internet, para as novas plataformas de participação, e todos os processos de geração de conteúdos por parte dos utilizadores”.

A UM acolhe este congresso pela primeira vez e, na opinião do docente, a escolha justifica-se: “No campo das Ciências da Comunicação, a nossa é uma das escolas de referência no país, seguramente. Não é por acaso que teve o curso mais bem classificado do país, e também o Centro de Investigação mais bem avaliado por dois painéis internacionais diferentes”.

Estes encontros são, para o investigador, “tempos de informação sobre o que cada um anda a fazer, e eventualmente altura para ficar a par de investigações de ponta, investigações em campos novos”. E conclui: “Trata-se, de alguma forma, de socializar, pôr a circular, partilhar resultados. Estes são tempos de encontro entre investigadores, em que os corredores, os intervalos, as refeições, são também extremamente importantes”.

A SOPCOM, como explica o professor, baseia-se nos Grupos de Trabalho permanentes, existindo já alguns consolidados. “Entre congressos, esses grupos vão desenvolvendo outras actividades, articulando investigações, pensando em publicações comuns, como acontece já noutras áreas”, informa. Um dos propósitos do congresso é criar oportunidades para reforçar essa tendência e formar mais grupos permanentes.

Outro dos desígnios é proporcionar um conjunto de perspectivas bastante diversas, “trazendo convidados da área da tecnologia e investigação dos cenários futuros que estão em embrião, como o digital e as redes, em particular a Web, a comunicação intercultural, as questões ligadas à ética, à alfabetização digital e o modo como essa dimensão é tão importante hoje para o exercício da cidadania”.

Nos bastidores do Congresso

Por detrás da preparação e do funcionamento desta edição do Congresso da SOPCOM – Associação Portuguesa de Ciências da Comunicação, estão dezenas de pessoas, entre alunos, docentes e funcionários da UM.


A ser preparado desde o início de 2007, o evento preocupa-se agora com os últimos pormenores. De entre os muitos alunos que se ofereceram para ajudar na organização, foram constituídas diversas equipas de trabalho, direccionadas para duas grandes áreas: a da informação e comunicação (incluindo os apoios audiovisual e multimédia) e a da logística, responsável por equipamentos, instalações, apoio aos congressistas, etc.

Um dos responsáveis pela área da comunicação, o Prof. Joaquim Fidalgo, salientou a importância da participação dos estudantes na organização deste evento. “Tendo em conta que tratamos de Ciências da Comunicação, esta era uma boa oportunidade para que os nossos alunos vissem o congresso por dentro e por fora e, além disso, pudessem trabalhar activamente na sua cobertura jornalística”, explica.

Onde ir em Braga?

Braga, uma das cidades portuguesas mais antigas, marcada pela presença romana e por um forte sentimento religioso, é popularmente conhecida como a “Cidade dos Arcebispos”. E o facto é que a visita à cidade não dispensa a passagem pela histórica Sé Catedral. Entre diversos outros monumentos dignos de registo, apontem-se por exemplo o Arco da Porta Nova, o Antigo Paço Arquiepiscopal, a Capela dos Coimbras, e a Igreja do Pópulo. Justifica-se também um passeio ao ar livre pelo belo Jardim de Santa Bárbara.

No entanto, Braga também oferece aos seus visitantes a oportunidade para relaxantes momentos de cultura e lazer, que podem encontrar-se no nobre Museu dos Biscainhos (à Sé) na conhecida livraria Centésima Página, onde a um breve momento de leitura pode associar-se o prazer de um café ou um chá.

Para usufruir de um ambiente socialmente relaxante, nada melhor que algum dos tradicionais cafés bracarenses e suas esplanadas. O Café Viana, o Café Astória ou o célebre A Brasileira, todos no núcleo central da cidade, convidam a uma passagem.

Se, por outro lado, se considera um apreciador de música, marque presença no Salão Nobre do Museu Nogueira da Silva às 21h45 no dia 6 de Setembro, onde poderá apreciar o fabuloso Quarteto de Matt Pavolka.

Se puder, não deixe de saborear a gastronomia minhota mais tradicional, por exemplo no Restaurante Colombo II (Rua Nova de Santa Cruz). Em alternativa, encontra em Braga as comidas de outras paragens, como a italiana na pizzaria Papilloni (Rua do Taxa) ou a chinesa no restaurante Império da China (Rua Conselheiro Lobato). Se preferir comidas naturais/vegetarianas, aqui fica a sugestão do restaurante Gosto Superior (Praça Mouzinho de Albuquerque, Campo Novo).

Seguindo mais pela noite dentro, há também uma diversidade de locais a explorar. Sugiram-se, por exemplo, o Populum (Campo da Vinha) ou o Sardinha Biba (Lugar dos Galos – Carandá). Quem preferir ambientes mais exóticos, com um toque marroquino, pode tentar o Tuareg (Rua dos Peões - junto à Universidade do Minho).

Esperando que ninguém precise de recorrer a eles, aqui deixamos, entretanto, alguns números de telefone para situações de eventual necessidade: Polícia Municipal de Braga 253 609 744; Bombeiros Municipais de Braga 253 264 077 / 253 278 488; Hospital de S. Marcos (Largo Carlos Amarante – S. João do Souto) 253 209 000.
Votos de boa estadia nesta bela cidade!

4.9.07

O tempo

Tanto quanto se percebe nas previsões a meteorologia vai ajudar.
A temperatura máxima na cidade de Braga deverá andar pelos 27 graus baixando para os 17 durante a noite nos 3 dias do congresso.

Como chegar

Faltam dois dias para o início do 5º Congresso da SOPCOM, que contará com cerca de 400 participantes.
O site oficial contem toda a informação sobre o evento incluíndo 'indicações de rota' para uma tranquila e atempada chegada ao Campus de Gualtar.

5.7.07

Convite

As inscrições estão abertas até ao dia 15 deste mês.
Aqui fica o convite.

3.7.07

Abertura

Este é o blog do 5º Congresso da Sopcom. Será um repositório de ilustrações com actividade mais intensa entre os dias 6 e 8 de Setembro.